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O quarto das palavras

Louveciennes. Voltei para casa para um amante terno e ardente. Carrego comigo cartas ricas e melancólicas de Henry. Avalanches. Preguei na parede de meu escritório duas grandes páginas de palavras de Henry, escolhidas casualmente e um mapa panorâmico de sua vida, para um romance não-escrito. Cobrirei a parede com palavras. Será "la chambre des mots" (o quarto das palavras).
Fevereiro de 1932.
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“Eu vi as pinturas de Nestor de la Torre. Primeiro pintor moderno que me impressiona e me perturba profundamente."


Anaïs, 21 de fevereiro de 1933

Diário secreto, março de 1932

"A mulher sentada eternamente na alta poltrona preta. Eu serei a mulher que você nunca terá. A vivência excessiva desgasta a imaginação. Nós não viveremos, apenas conversaremos e escreveremos para içar velas.
Os escritores fazem amor com qualquer coisa de que precisam"

Anaïs Nin, março de 1932

Sobre Henry

É uma ilusão e a causa de muita decepção. A pessoa lê livros e espera que a vida seja assim, cheia de interesse e intensidade. E é claro que não é assim.  Existem tantos momentos monótonos no ínterim, e eles, também são naturais. Você, em seus livros, pregou a mesma peça. Eu esperava que todas as nossas conversas fossem vibrantes, excitantes. Esperava você sempre embriagado, e sempre delirante.

Carta ao pai

Cartas são uma tentativa de entender, mas você não acha que podemos encontrar uma maneira de nos ajudar? Não vá pensar que eu preciso da sua admiração por vaidade, como você mesmo disse em outra carta. A verdade é que eu não confio em mim mesma e eu vivo da fé e da admiração que os outros tem em mim, assim como os outros precisam da minha admiração neles, é uma fraqueza, não vaidade.